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domingo, 23 de março de 2014

O Segredo da Vitória

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O trabalho O Segredo da Vitória de Gláucia Hamond Coutinho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.


O Segredo da Vitória

Cena 1 – quarto / dia
Música inicial. Câmera passeia pelas fotografias dos porta-retratos espalhados pela cabeceira da cama. As fotos mostram cenas de teatro, a atriz em várias situações, uma foto de clown, outra cantando, outra dançando e uma com a irmã.

A câmera desce para a cama e vários figurinos e acessórios de teatro são visualizados (perucas, coroas, vestidos, etc...)
ao mesmo tempo que tudo isso é mostrado, a voz da atriz em off narra o acontecido.

Voz da atriz:

Depois daquele fatídico acidente, tudo mudou! Minha vida virou de cabeça pra baixo! Eu perdi o chão... E todo mundo ficou com pena de mim... Mas, será que eles não percebem que agora eu estou bem? Eu não quero mais aquela vida de badalação, paparazzis, holofotes... CANSEI da fama! Eu estou bem! Será que é difícil de acreditar? CARAMBA! E essa é a oportunidade de ouro para Lúcia me substituir na peça! Sua grande virada! Ela tem TUDO pra isso! E eu vou ficar MUITO feliz! Tenho uma vontade louca de gritar: “EU NÃO ESTOU TRISTE!” Muito pelo contrário...

No final deste texto, a câmera pode finalmente revelar que ela está numa cadeira de rodas, próxima a cama, escrevendo num diário. No seu colo, além do diário, um pequeno quadro negro apoiado num travesseiro, um giz e um apagador.
Lúcia, a irmã, bate na porta, interrrompendo os pensamentos de Vitória, e entra com um jornal nas mãos.

LÚCIA: (alegre) Oi Mana! E aí? Está melhor? Olha só a manchete de hoje: (ela abre um jornal com um gesto largo e lê a manchete, eufórica e de maneira teatral)
Vitória DuBois, a diva dos palcos, se recupera em sua casa na serra”. (E continua brincalhona) Ui! Que chique!
(Vitória ri sem dar importância, faz gesto de “deixa pra lá” com as mãos e ao olhar para baixo nota que seu diário encontra-se aberto. Rapidamente o fecha, como se não quisesse revelar sua intimidade).
LÚCIA: (tentando animá-la, como se tivesse lembrado de algo importante)
Ah, mana! Acabei de falar (faz gesto de telefone ao ouvido) com o Dr. Roberto e seus exames estão Ó-TI-MOS! (dá bastante ênfase a palavra, pronunciando-a silabicamente). Tudo indica ser apenas psicológico e que é bem provável que você se recupere por completo… (Vitória corta a irmã com um gesto de “basta”, como se não quisesse ouvir mais nada).
LÚCIA: Desculpa mana! Mas é que você é tão talentosa, todo mundo quer saber notícias suas e eu pensei que se de repente... (ela é interrompida pela ação da irmã que rapidamente escreve com giz no quadro negro: “ESTOU BEM!” e mostra para Lúcia)
LÚCIA: (tentando acalmar a irmã) Eu sei, mana... Eu sei!
(Nesse momento, Vitória faz gesto de “relógio” batendo no pulso como se avisasse a irmã de algum compromisso).
LÚCIA: (infantil) Eu tenho mesmo que ir?
(Vitória bufa, faz cara de reprovação como se desse uma bronca na irmã e mostra a mão no ar, como se quisesse mencionar que daria umas palmadas nela).
LÚCIA: Mana, é que eu sou muito insegura! Você precisa entender que eu não sou você! (dando descuplas) Além disso, será que eu vou conseguir me entrosar com o resto do elenco em tão pouco tempo? E te substituir, não é uma coisa assim tão fácil, não...
(continuando suas desculpas por insegurança) E se o diretor já tiver outra atriz em mente? Será que eu consigo?
(Vitória escreve com impaciência no quadro negro: “CLARO!”)
LÚCIA: Ai, mana, sei não...
(Vitória escreve no quadro: “VAI LOGO!” e estica a mão autoritariamente, como sinalizando para ela sair pela porta a fora)
LÚCIA: (insegura e “interpretando” uma meninha medrosa) Ai...
(vitória torna a insistir no gesto, dando mais ênfase desta vez e faz um “muxoxo” com os lábios, virando o rosto para o lado)
LÚCIA: Olha, mana, vou te dizer uma coisa. Eu vou, OK? (Vitória sorri) Mas primeiro, eu tenho que me preparar psicologicamente! (Vitória, com raiva, joga um giz na cara da irmã, que se assuta e acorda para a realidade) Ai! Tá bom! Eu vou! Tô indo! (Vitória rapidamente bate palmas para chamar atençao e aponta para uma coroa de noiva que está em cima da cama, Lúcia entende, a pega nas mãos, dá um beijo na irmã, sai andando rápido para a porta e grita de longe)
LÚCIA: Só não sei se vou te substituir à altura! Te amo!
(Ouve-se o bater de uma porta).
Vitória sorri emocionada e diz baixinho: “Eu também!” (entra música final) Logo depois de dizer essas palavras, levanta suas pernas para esticá-las, apoiando-as na beira da cama. Respira fundo, checa mais uma vez se a irmã realmente foi embora, e se levanta devagar para se certificar de que agora está realmente sozinha em casa.
A câmera vai saindo dela aos poucos e passeando pelo quarto, pela cama e pára no quadro negro, focalizando-o. O quadro fica totalmente focado e nele vemos um coração e dentro a palavra “FIM” ).
Sobem Créditos.







sábado, 21 de dezembro de 2013

Abrindo o Coração

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Abrindo o Coração

"Se eu pudesse converter em palavras todo sentimento que pulsa dentro do meu coração, talvez então, as pessoas me entenderiam mais, e à partir daí, perceberiam que uma parte de mim é pura emoção, e a outra também." 
(Gláucia Hamond Coutinho)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Da Série: "Minha Mãe é Uma Figura!" - Episódio de Hoje: "Docinhos de Festa"

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O trabalho "Da série: Minha Mãe é Uma Figura! - Episódio de hoje: Docinhos de Festa" de Gláucia Hamond Coutinho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.



Da série: "Minha Mãe é Uma Figura!"
Episódio de hoje: "Docinhos de Festa"

Há alguns anos atrás, meu pai ainda era vivo, e nós fomos convidamos para uma festa de casamento. E festa de casamento sempre tem aqueles docinhos maravilhosos! 
Tudo na festa estava uma maravilha! Os salgados, as bebidas, a música, o bolo e os doces, em especial, estavam divinos!
Eu comi pra caramba! Mas os doces, confesso que os ataquei! rsrs
No dia seguinte, liguei para minha mãe e comentei das delícias gastronômicas que desfrutamos durante a recepção. Aí, minha mãe vira pra mim e diz:
Minha mãe: Olha, vc sabe que eu não sou de falar mal das coisas. Mas, cá entre nós, eu achei que os docinhos estavam meio passados, pois senti que eles estavam duros. Tive até dificuldade pra mastigar!
EU: Não! Eu comi vários e achei todos maravilhosos!
Aí, pensei por alguns segundos e compreendi o acontecido, porém, antes de explicar pra minha mãe o porquê do docinho estar duro, fiz minha cara de "expressão básica" para estes momentos peculiares: O_O
EU: O_O MÃE! Já saquei! Não Acredito no que vc fez!
Minha mãe: O quê, menina?
EU: Vc comeu o enfeitinho de florzinha que tinha em cima do docinho! Por isso vc achou que o doce estava duro!!! Vc tinha que ter tirado o enfeite antes de comer o doce!
Minha mãe: Ai, que perigo! Eu pensei que o enfeite era de massa!
EU: Ainda bem que vc parou por aí e não comeu um que tinha uma cestinha de arame em cima... Vc poderia até se engasgar!
Minha mãe: Ah, muito pior do que isso! Eu teria que gastar uma nota preta com um bloco novo!
EU: O_O
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Da série: "Minha Mãe é Uma Figura!" - Episódio de hoje: "Noveleira de Carteirinha"

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Da série: "Minha Mãe é Uma Figura!"
Episódio de hoje: "Noveleira de Carteirinha"

Fui buscar minha filha que estava na casa da minha mãe. Como cheguei muito antes do combinado, resolvi ficar por lá fazendo uma horinha. 
Nisso, minha mãe diz que está de saída para fazer uns exames. 
E a conversa segue da seguinte forma:
EU: Mãe, pode deixar que eu te levo de carro para fazer os exames. Tenho que esperar a Tessa mesmo.
MINHA Mãe: ah, não precisa, não. Eu vou de ônibus mesmo!
EU: De ônibus, mãe? Eu te levo! Não me custa nada!
Minha mãe: Já disse! Não precisa! Eu vou de ônibus! Fica aqui em casa esperando, aí, vc aproveita e vê a novela pra mim e me conta o o que aconteceu no capítulo de hoje.
EU: O_O (pausa) O QUÊ? Vc prefere ir de ônibus, e não de carro, para que eu fique vendo a novela pra te contar depois? É isso mesmo que eu entendi?
Minha mãe: É! Prefiro! A novela tá tão boa! Não queria perder este capítulo!
Eu: O_O De jeito nenhum! Além do mais, esta novela é REPRISE! Vc já viu antes!
minha mãe: Ah, mas nem me lembro muito... Assiste pra mim, vai?
EU: NÃO! Vou te levar de carro para vc fazer seus exames com CONFORTO!
Minha mãe: Ah, não vai me fazer esse favor pra sua mãe, né?
EU: O_O
Vai entender...
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Da série "Minha Mãe é Uma Figura" Episódio de hoje: "A Culpa é da TIM!"

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Da série "Minha Mãe é Uma Figura"
Episódio de hoje: "A Culpa é da TIM!"

Minha mãe nunca gostou de máquinas e eletrônicos. Muito menos esses aparelhos da modernidade como celulares e afins. Isso não é segredo para ninguém! Ela sempre fala: "Eu DETESTO máquinas! Meu negócio é com pessoas, não com máquinas!"
Aí, estava eu andando calmamente pelos corredores de um shopping, quando de repente, percebo o sinal sonoro de meu celular avisando a existência de uma mensagem de voz. Ligo para minha Caixa Postal e ouço a seguinte mensagem, de minha mãe (que falava muito alto e estava muito brava):
_ "Escuta aqui! Eu estou aqui na farmácia, te ligando para te fazer um favor, gastando meus créditos e este seu celular diz que está fora de área? Que estória é essa? Não gostei não, viu? Humpt!"
Minha expressão ao ouvir esta mensagem: O_O
Fiquei com esta expressão por mais algum tempo para poder entender o acontecido até que resolvi ligar de volta para esclarecer as coisas.
Eu, ao celular: "Ô, mãe! eu não estou fugindo de vc, não! Eu não tenho culpa do meu celular ficar fora de área! A culpa é da TIM, que não pega mais nos lugares..."
Minha mãe (um tanto o quanto sem graça): Nããããããooooo... (pausa enorme para arrumar uma boa explicação para a gafe) Eu... Eu... Eu... Eu não gritei com vc, não! Eu estava pensando alto na farmácia...
EU: O_O (pausa) Sei... Pensando alto? Tá bom... Da próxima vez, vou deixar a mensagem gravada pra te mostrar depois como foi o seu "pensando alto"...
Minha mãe: Imagina que eu ia deixar uma mensagem gritando com vc... Eu estava pensando alto!
EU: Ãham.. Sei...
hehehehehehehehehe
FIM

Da série: "Minha Tão Incompreendida Infância" - Episódio de hoje: "Não Foi Palhaçada..."

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Da série: "Minha Tão Incompreendida Infância" - Episódio de hoje: "Não Foi Palhaçada..."

Quando eu estava na quarta série primária, minha mãe me deu de presente um conjunto de bijuteria com colar, brincos e pulseira de plástico, daqueles para criança mesmo. Eu tinha adorado o conjuntinho e queria usá-lo logo! Porém, mesmo gostando muito dele, eu notava que era meio brega e estranho. rsrs A cor pred
ominante era um verde floresta, bem forte! E tinha umas carinhas de bonequinhas penduradas no colar, na pulseira e uma carinha em cada brinco. Resumindo: um EXAGERO SÓ! rsrs Mas eu gostava mesmo assim...

Devo lembrar que o tal conjuntinho era super infantil para a idade em que eu me encontrava na época. E os brincos eram de um estilo "a la Carmem Miranda", para vcs terem uma ideia... Na verdade, minha mãe havia comprado há alguns anos antes deste episódio, para ser presenteado para alguma amiga minha, caso eu viesse a ser convidada para alguma festa. Como eu tinha adorado o tal conjunto, minha mãe sempre ficava sem graça de doá-lo a alguém. Até que um dia, ela se rendeu e me deu o conjuntinho de bijuteria.
Teve um dia que tomei coragem e resolvi usar na escola! Coloquei os brincos na orelha e fui pra aula! Naquele dia, não me recordo bem qual foi o acontecido, mas de repente, a turma toda ficou na maior bagunça! Eram bolinhas de papel pra lá e pra cá, gente conversando alto, gritaria, a maior baderna! Aquela situação típica de sala de aula enquanto a professora espera os alunos terminarem algum dever e a medida em que vão terminando, a conversa vai aumentando. Aí, para conter a confusão, a professora gritou:
Professora: Parem com esta bagunça agora! Fulano, senta logo aí! Beltrano, cale a boca! Sicrano, pare de jogar bolinhas de papel no seu amigo! E Gláucia, tire logo ISSO das orelhas! rsrs
EU: O_O
Gente, ela pensou que eu tinha colocado os brincos de palhaçada, pra fazer graça para a turma!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
E eu, como era tímida, retirei rapidamente os brincos da orelha, e cobri meu rosto com os braços, em cima da mesa, de vergonha! KKKKKKKKKKKKKK
Depois dessa ,ela deve ter pensando que eu REALMENTE estava de palhaçada... rsrs
ai, ai... Ninguém me entendia...
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Manto da Guerra

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Texto criado por mim para uma maravilhosa performance na Martins Penna, sob a orientação de Anselmo Vasconcellos. "Restaurante - mulheres das contas (contadoras de histórias"). Uma belíssima restauração com o público!

Aquele homem havia sido um caçador, um grande guerreiro! E estava pronto para ir à guerra. À sua mulher cabia a simples função de confeccionar seu manto de glória. Um manto protetor. Mas como a mulher detestava a guerra, tudo que ela havia costurado, amarrado, trançado e bordado durante o dia, ela desmanchava durante a noite. Assim, o manto nunca ficava pronto e seu marido nunca partia para a guerra. Cada dia ela dava uma desculpa. Um dia foi o gato que arrancou as penas do manto. Outro dia foi o vinho que derramou por cima da pele deixando-a manchada, e assim por diante... E nisso ela ia ganhando tempo... Mas tanto tempo se passou que o marido se aborreceu e resolveu partir mesmo sem seu manto! E assim ele foi! A mulher desesperou-se! Mas logo após aquela amarga partida, ela tomou conhecimento no vilarejo vizinho que a tal guerra já havia acabado há muito tempo! Pois muito tempo levou a enganar sobre o manto. Ao saber disso, tamanha era sua alegria, que não quis nem esperar pelo retorno de seu marido! Correu embriagada de felicidade para acalentar seu amado! Pegou um atalho pensando justamente em surpreendê-lo de frente. E com ela levou o manto, mesmo inacabado. Seu marido, ao vê-la de longe e sem saber do término da guerra, corre bravamente pensando marchar de encontro ao inimigo! Sedento de sangue! E pensava: “não é porque ele tem um manto que eu não posso derrotá-lo! Isso é pura superstição” E num ato de fúria, voa com sua espada para cima daquela figura, que parece ser seu oponente, e com um golpe certeiro e fatal arranca a vida daquele corpo! Mas o corpo era de sua mulher... Sua raiva foi mais rápida que sua visão. Pouco a pouco o manto vai tornando-se escarlate! Quando se dá conta da tragédia, cai de joelhos e entre lágrimas, implora aos deuses um castigo pesado para se penitenciar! Mas não há sinal algum de resposta... Apenas um súbito peso nos ombros. O enorme peso de um manto invisível de culpa...