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Videos de Gláucia Hamond

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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Trampolins

Em algum momento de nossas vidas haverá um "mas..." e é nessa hora que você deve decidir pular do trampolim na piscina, ou descer as escadas com medo da altura... 
Aceitem meu humilde conselho: 
Pulem dos trampolins!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

quinta-feira, 3 de março de 2016

Borboleta na Janela

Licença Creative Commons
O trabalho Borbleta na Janela de Gláucia Hamond Coutinho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.


Era uma tarde comum. Nublada, mas calma. E eu olhava o mundo pela janela. Protegida por aquela pequena, porém firme, película de vidro. Embora de vidro, era uma proteção. Eu admirava a vista com tamanha emoção e gosto, mas com uma pontinha de receio e insegurança. Talvez uma certa pontinha de medo do que me era estranho, diferente e desconhecido. A vida passava por aquela janela como um filme numa tela de projeção. As pessoas andavam, os cães latiam, os gatos caminhavam elegantemente pelos telhados, os carros corriam e as folhas das arvores caíam como bailarinas dando piruetas ao vento. E enquanto eu apreciava toda aquela paisagem sedutora, notei uma borboleta. E ela era linda! Toda colorida! Voava para todos os lados e vez ou outra batia na janela. Parecia querer entrar sem entender que o vidro, embora transparente, era uma barreira. Fiquei muito tempo avaliando aquela situação. Vários dias se passaram. Talvez meses e anos... Não sei ao certo. E eu sempre via a tal borboleta por ali, tentando entrar, lutando contra o vidro. Uma batalha praticamente impossível por ela não notar a barreira que existia. Eu me perdi no tempo olhando e tentando entender a luta daquela borboleta. Eu não fazia mais nada, a não ser observar aquela intrigante situação. E como nós éramos parecidas! Eu e a borboleta. Depois de muito avaliar, me dei conta de que o vidro não era tão transparente assim! Era levemente espelhado... Espelhado por dentro. De repente, tudo ficou mais claro! A borboleta era eu! Curiosa e louca para me aventurar! Mas amedrontada pelo desconhecido. Enchi o peito de ar, como uma atleta que toma coragem e impulso na hora de um salto. Abri a janela e senti aquela brisa gostosa acariciar o meu rosto como uma luva de seda. Fechei os olhos por um instante para curtir o momento. Sorri emocionada! E sem olhar para trás, abri minhas asas e voei mundo afora! Ao me perder naquele voo, me encontrei. Agora segura e certa de que em algum momento da vida, todos nós somos borboletas na janela.

Imagem da internet.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Book Fotográfico

Fotos feitas por Zuh Ribeiro, na Army Agency.


















quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O "Ser ou Não Ser" Por Trás da Magia

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O trabalho O  "Ser ou Não Ser" Por Trás da Magia de Gláucia Hamond Coutinho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.


Ser ator/atriz é um desnudamento de corpo e alma. É se desnudar de vaidades, de formas e de preconceitos. É se desapegar da aparência e da estética em prol da personagem. É despir-se de você e vestir-se de um outro alguém. É deixar-se ficar fora dos padrões convencionais (muitas vezes cruelmente impostos) de beleza, se libertando de tudo. E é justamente aí que uma outra beleza diferente vem à tona. É despir-se de pudores. É despir-se de tudo! Mas não se morre e nem se anula. Apenas se permite dar espaço a uma outra vida, uma outra história. Uma vida que nasce de fora pra dentro e de dentro pra fora. E que ganha luz quando se ouve a palavra "ação". E é neste exato momento que a magia entra em cena.



Gláucia Hamond

Texto criado após as filmagens do curta "Unbreakable Signs" (roteiro e direção de Victor Clin). O curta é baseado e inspirado no longa americano "A Vila" (The Village) de M. Night Shyamalan. 


Na foto, eu, como Mrs. Hunt.




quarta-feira, 22 de abril de 2015

O Anjo

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O trabalho O Anjo de Gláucia Hamond Coutinho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.




As vezes pequenos anjos descem à terra com alguma missão. Eles surgem, muitas vezes repentinamente, para nos proteger ou nos ensinar alguma coisa. E assim que esta missão é cumprida, eles precisam voltar. Anjos vêm à este plano disfarçados. Oras são animais dóceis, ora são humanos extremamente sensíveis.  Muitas vezes excluídos ou não compreendidos,  eles vêm  simplesmente para doar. Doam amor, doam ensinamentos, doam generosidade e doam suas vidas. As vezes demoramos para entender seu jeito de ser e viver. Acho que esta dificuldade se deve ao fato de realmente serem diferentes. Claro! Eles têm asas! Embora nem todos nós consigamos enxergá-las. Mas, mais difícil ainda é tentar entender sua partida. Difícil aceitar a partida de uma criatura tão pura. Mas não podemos nos esquecer que anjos precisam voar. Enquanto disfarçados por aqui, com suas asas escondidas, tentamos achar ou nos enganar que eles são como nós! Mas não são! Eles são muito mais! Eles são anjos! E à partir do momento em que suas missões são cumpridas por aqui, suas asas já não são mais segredo algum. E é aí que elas suplicam para voar. Afinal, não deve ser nada fácil esconder um par de asas por tanto tempo assim. E nesses últimos dias, eu vi um lindo par de asas ruflar. E aquele anjo lindo voou.