quinta-feira, 3 de julho de 2014
domingo, 23 de março de 2014
O Segredo da Vitória
O trabalho O Segredo da Vitória de Gláucia Hamond Coutinho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
O
Segredo da Vitória
Cena
1 – quarto / dia
Música
inicial. Câmera passeia pelas fotografias dos porta-retratos
espalhados pela cabeceira da cama. As fotos mostram cenas de teatro,
a atriz em várias situações, uma foto de clown, outra cantando,
outra dançando e uma com a irmã.
A
câmera desce para a cama e vários figurinos e acessórios de teatro
são visualizados (perucas, coroas, vestidos, etc...)
ao
mesmo tempo que tudo isso é mostrado, a voz da atriz em off narra o
acontecido.
Voz
da atriz:
Depois
daquele fatídico acidente, tudo mudou! Eu perdi o chão... Mas agora eu estou bem! Eu não estou triste! Será que é difícil de acreditar?
Cansei da fama! E essa pode ser a oportunidade da Lúcia me substituir
na peça! Ela merece esta chance!
No
final deste texto, a câmera pode finalmente revelar que ela está
numa cadeira de rodas, próxima a cama, escrevendo num diário. No
seu colo, além do diário, um pequeno quadro negro apoiado num
travesseiro, um giz e um apagador.
Lúcia,
a irmã, bate na porta, interrrompendo os pensamentos de Vitória, e
entra com um jornal nas mãos.
LÚCIA:
(alegre) Oi
Mana! E aí? Está melhor? Olha só a manchete de hoje:
(ela
abre um jornal com um gesto largo e lê a manchete, eufórica e de
maneira teatral)
“Vitória
DuBois, a diva dos palcos, se recupera em sua casa na serra”. (E
continua brincalhona) Ui!
Que chique!
(Vitória
ri sem dar importância, faz gesto de “deixa pra lá” com as mãos
e ao olhar para baixo nota que seu diário encontra-se aberto.
Rapidamente o fecha, como se não quisesse revelar sua intimidade).
LÚCIA:
(tentando
animá-la, como se tivesse lembrado de algo importante)
Ah,
mana! Acabei de falar
(faz
gesto de telefone ao ouvido)
com
o Dr. Roberto e seus exames estão Ó-TI-MOS!
(dá bastante ênfase a palavra, pronunciando-a silabicamente). Tudo
indica ser apenas psicológico e que é bem provável que você se
recupere por completo…
(Vitória
corta a irmã com um gesto de “basta”, como se não quisesse
ouvir mais nada).
LÚCIA:
Desculpa
mana! Mas é que você é tão talentosa, todo mundo quer saber
notícias suas e eu pensei que se de repente...
(ela
é interrompida pela ação da irmã que rapidamente escreve com giz
no quadro negro: “ESTOU
BEM!”
e mostra para Lúcia)
LÚCIA:
(tentando
acalmar a irmã) Eu
sei, mana... Eu sei!
(Nesse
momento, Vitória faz gesto de “relógio” batendo no pulso como
se avisasse a irmã de algum compromisso).
LÚCIA:
(infantil)
Eu
tenho mesmo que ir?
(Vitória
bufa, faz cara de reprovação como se desse uma bronca na irmã e
mostra a mão no ar, como se quisesse mencionar que daria umas
palmadas nela).
LÚCIA:
Mana,
é que eu sou muito insegura! Você precisa entender que eu não sou
você! (dando
descuplas)
Além
disso, será que eu vou conseguir me entrosar com o resto do elenco
em tão pouco tempo? E te substituir, não é uma coisa assim tão
fácil, não...
(continuando
suas desculpas por insegurança)
E
se o diretor já tiver outra atriz em mente? Será que eu consigo?
(Vitória
escreve com impaciência no quadro negro: “CLARO!”)
LÚCIA:
Ai, mana, sei não...
LÚCIA:
(insegura e “interpretando” uma meninha medrosa)
Ai...
(vitória
torna a insistir no gesto, dando mais ênfase desta vez e faz um
“muxoxo” com os lábios, virando o rosto para o lado)
LÚCIA: Eu vou, OK?
(Vitória sorri)
Mas
primeiro, eu tenho que me preparar psicologicamente!
(Vitória,
com raiva, joga um giz na cara da irmã, que se assuta e acorda para
a realidade)
Ai!
Tá
bom! Eu vou! Tô indo!
(Vitória
rapidamente bate palmas para chamar atençao e aponta para uma coroa
de noiva que está em cima da cama, Lúcia entende, a pega nas mãos,
dá um beijo na irmã, sai andando rápido para a porta e grita de
longe)
LÚCIA:
Só não sei se vou te substituir à altura! Te amo!
(Ouve-se
o bater de uma porta).
Vitória
sorri emocionada e diz baixinho: “Eu também!” (entra
música final) Logo depois de dizer essas palavras, levanta suas
pernas para esticá-las, apoiando-as na beira da cama. Respira fundo,
checa mais uma vez se a irmã realmente foi embora, e se levanta
devagar para se certificar de que agora está realmente sozinha em
casa.
FIM
Sobem
Créditos.
sábado, 21 de dezembro de 2013
Abrindo o Coração
Abrindo o Coração
"Se eu pudesse converter em palavras todo sentimento que pulsa dentro do meu coração, talvez então, as pessoas me entenderiam mais, e à partir daí, perceberiam que uma parte de mim é pura emoção, e a outra também."
(Gláucia Hamond Coutinho)
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Da Série: "Minha Mãe é Uma Figura!" - Episódio de Hoje: "Docinhos de Festa"
O trabalho "Da série: Minha Mãe é Uma Figura! - Episódio de hoje: Docinhos de Festa" de Gláucia Hamond Coutinho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Da série: "Minha Mãe é Uma Figura!"
Episódio de hoje: "Docinhos de Festa"
Há alguns anos atrás, meu pai ainda era vivo, e nós fomos convidamos para uma festa de casamento. E festa de casamento sempre tem aqueles docinhos maravilhosos!
Tudo na festa estava uma maravilha! Os salgados, as bebidas, a música, o bolo e os doces, em especial, estavam divinos!
Eu comi pra caramba! Mas os doces, confesso que os ataquei! rsrs
No dia seguinte, liguei para minha mãe e comentei das delícias gastronômicas que desfrutamos durante a recepção. Aí, minha mãe vira pra mim e diz:
Minha mãe: Olha, vc sabe que eu não sou de falar mal das coisas. Mas, cá entre nós, eu achei que os docinhos estavam meio passados, pois senti que eles estavam duros. Tive até dificuldade pra mastigar!
EU: Não! Eu comi vários e achei todos maravilhosos!
Aí, pensei por alguns segundos e compreendi o acontecido, porém, antes de explicar pra minha mãe o porquê do docinho estar duro, fiz minha cara de "expressão básica" para estes momentos peculiares: O_O
EU: O_O MÃE! Já saquei! Não Acredito no que vc fez!
Minha mãe: O quê, menina?
EU: Vc comeu o enfeitinho de florzinha que tinha em cima do docinho! Por isso vc achou que o doce estava duro!!! Vc tinha que ter tirado o enfeite antes de comer o doce!
Minha mãe: Ai, que perigo! Eu pensei que o enfeite era de massa!
EU: Ainda bem que vc parou por aí e não comeu um que tinha uma cestinha de arame em cima... Vc poderia até se engasgar!
Minha mãe: Ah, muito pior do que isso! Eu teria que gastar uma nota preta com um bloco novo!
EU: O_O
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Da série: "Minha Mãe é Uma Figura!" - Episódio de hoje: "Noveleira de Carteirinha"
O trabalho "Da série: Minha Mãe é Uma Figura! - Episódio de hoje: Noveleira de Carteirinha" de Gláucia Hamond Coutinho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Da série: "Minha Mãe é Uma Figura!"
Episódio de hoje: "Noveleira de Carteirinha"
Fui buscar minha filha que estava na casa da minha mãe. Como cheguei muito antes do combinado, resolvi ficar por lá fazendo uma horinha.
Nisso, minha mãe diz que está de saída para fazer uns exames.
E a conversa segue da seguinte forma:
EU: Mãe, pode deixar que eu te levo de carro para fazer os exames. Tenho que esperar a Tessa mesmo.
MINHA Mãe: ah, não precisa, não. Eu vou de ônibus mesmo!
EU: De ônibus, mãe? Eu te levo! Não me custa nada!
Minha mãe: Já disse! Não precisa! Eu vou de ônibus! Fica aqui em casa esperando, aí, vc aproveita e vê a novela pra mim e me conta o o que aconteceu no capítulo de hoje.
EU: O_O (pausa) O QUÊ? Vc prefere ir de ônibus, e não de carro, para que eu fique vendo a novela pra te contar depois? É isso mesmo que eu entendi?
Minha mãe: É! Prefiro! A novela tá tão boa! Não queria perder este capítulo!
Eu: O_O De jeito nenhum! Além do mais, esta novela é REPRISE! Vc já viu antes!
minha mãe: Ah, mas nem me lembro muito... Assiste pra mim, vai?
EU: NÃO! Vou te levar de carro para vc fazer seus exames com CONFORTO!
Minha mãe: Ah, não vai me fazer esse favor pra sua mãe, né?
EU: O_O
Vai entender...
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Da série "Minha Mãe é Uma Figura" Episódio de hoje: "A Culpa é da TIM!"
O trabalho "Da série: Minha Mãe é Uma Figura - Episódio de hoje: A Culpa é da TIM!" de Gláucia Hamond Coutinho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Da série "Minha Mãe é Uma Figura"
Episódio de hoje: "A Culpa é da TIM!"
Minha mãe nunca gostou de máquinas e eletrônicos. Muito menos esses aparelhos da modernidade como celulares e afins. Isso não é segredo para ninguém! Ela sempre fala: "Eu DETESTO máquinas! Meu negócio é com pessoas, não com máquinas!"
Aí, estava eu andando calmamente pelos corredores de um shopping, quando de repente, percebo o sinal sonoro de meu celular avisando a existência de uma mensagem de voz. Ligo para minha Caixa Postal e ouço a seguinte mensagem, de minha mãe (que falava muito alto e estava muito brava):
_ "Escuta aqui! Eu estou aqui na farmácia, te ligando para te fazer um favor, gastando meus créditos e este seu celular diz que está fora de área? Que estória é essa? Não gostei não, viu? Humpt!"
Minha expressão ao ouvir esta mensagem: O_O
Fiquei com esta expressão por mais algum tempo para poder entender o acontecido até que resolvi ligar de volta para esclarecer as coisas.
Eu, ao celular: "Ô, mãe! eu não estou fugindo de vc, não! Eu não tenho culpa do meu celular ficar fora de área! A culpa é da TIM, que não pega mais nos lugares..."
Minha mãe (um tanto o quanto sem graça): Nããããããooooo... (pausa enorme para arrumar uma boa explicação para a gafe) Eu... Eu... Eu... Eu não gritei com vc, não! Eu estava pensando alto na farmácia...
EU: O_O (pausa) Sei... Pensando alto? Tá bom... Da próxima vez, vou deixar a mensagem gravada pra te mostrar depois como foi o seu "pensando alto"...
Minha mãe: Imagina que eu ia deixar uma mensagem gritando com vc... Eu estava pensando alto!
EU: Ãham.. Sei...
hehehehehehehehehe
FIM
Da série: "Minha Tão Incompreendida Infância" - Episódio de hoje: "Não Foi Palhaçada..."
O trabalho "Da série: Minha Tão Incompreendida Infância - Episódio de hoje: "Não Foi Palhaçada..." de Gláucia Hamond Coutinho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Da série: "Minha Tão Incompreendida Infância" - Episódio de hoje: "Não Foi Palhaçada..."
Quando eu estava na quarta série primária, minha mãe me deu de presente um conjunto de bijuteria com colar, brincos e pulseira de plástico, daqueles para criança mesmo. Eu tinha adorado o conjuntinho e queria usá-lo logo! Porém, mesmo gostando muito dele, eu notava que era meio brega e estranho. rsrs A cor predominante era um verde floresta, bem forte! E tinha umas carinhas de bonequinhas penduradas no colar, na pulseira e uma carinha em cada brinco. Resumindo: um EXAGERO SÓ! rsrs Mas eu gostava mesmo assim...
Devo lembrar que o tal conjuntinho era super infantil para a idade em que eu me encontrava na época. E os brincos eram de um estilo "a la Carmem Miranda", para vcs terem uma ideia... Na verdade, minha mãe havia comprado há alguns anos antes deste episódio, para ser presenteado para alguma amiga minha, caso eu viesse a ser convidada para alguma festa. Como eu tinha adorado o tal conjunto, minha mãe sempre ficava sem graça de doá-lo a alguém. Até que um dia, ela se rendeu e me deu o conjuntinho de bijuteria.
Teve um dia que tomei coragem e resolvi usar na escola! Coloquei os brincos na orelha e fui pra aula! Naquele dia, não me recordo bem qual foi o acontecido, mas de repente, a turma toda ficou na maior bagunça! Eram bolinhas de papel pra lá e pra cá, gente conversando alto, gritaria, a maior baderna! Aquela situação típica de sala de aula enquanto a professora espera os alunos terminarem algum dever e a medida em que vão terminando, a conversa vai aumentando. Aí, para conter a confusão, a professora gritou:
Professora: Parem com esta bagunça agora! Fulano, senta logo aí! Beltrano, cale a boca! Sicrano, pare de jogar bolinhas de papel no seu amigo! E Gláucia, tire logo ISSO das orelhas! rsrs
EU: O_O
Gente, ela pensou que eu tinha colocado os brincos de palhaçada, pra fazer graça para a turma!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
E eu, como era tímida, retirei rapidamente os brincos da orelha, e cobri meu rosto com os braços, em cima da mesa, de vergonha! KKKKKKKKKKKKKK
Depois dessa ,ela deve ter pensando que eu REALMENTE estava de palhaçada... rsrs
ai, ai... Ninguém me entendia...
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
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