Cópia e pirataria virtual também é crime! Não copie sem autorização!


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Da Série: "Minha Mãe é Uma Figura!" - Episódio de Hoje: "Docinhos de Festa"

Licença Creative Commons
O trabalho "Da série: Minha Mãe é Uma Figura! - Episódio de hoje: Docinhos de Festa" de Gláucia Hamond Coutinho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.



Da série: "Minha Mãe é Uma Figura!"
Episódio de hoje: "Docinhos de Festa"

Há alguns anos atrás, meu pai ainda era vivo, e nós fomos convidamos para uma festa de casamento. E festa de casamento sempre tem aqueles docinhos maravilhosos! 
Tudo na festa estava uma maravilha! Os salgados, as bebidas, a música, o bolo e os doces, em especial, estavam divinos!
Eu comi pra caramba! Mas os doces, confesso que os ataquei! rsrs
No dia seguinte, liguei para minha mãe e comentei das delícias gastronômicas que desfrutamos durante a recepção. Aí, minha mãe vira pra mim e diz:
Minha mãe: Olha, vc sabe que eu não sou de falar mal das coisas. Mas, cá entre nós, eu achei que os docinhos estavam meio passados, pois senti que eles estavam duros. Tive até dificuldade pra mastigar!
EU: Não! Eu comi vários e achei todos maravilhosos!
Aí, pensei por alguns segundos e compreendi o acontecido, porém, antes de explicar pra minha mãe o porquê do docinho estar duro, fiz minha cara de "expressão básica" para estes momentos peculiares: O_O
EU: O_O MÃE! Já saquei! Não Acredito no que vc fez!
Minha mãe: O quê, menina?
EU: Vc comeu o enfeitinho de florzinha que tinha em cima do docinho! Por isso vc achou que o doce estava duro!!! Vc tinha que ter tirado o enfeite antes de comer o doce!
Minha mãe: Ai, que perigo! Eu pensei que o enfeite era de massa!
EU: Ainda bem que vc parou por aí e não comeu um que tinha uma cestinha de arame em cima... Vc poderia até se engasgar!
Minha mãe: Ah, muito pior do que isso! Eu teria que gastar uma nota preta com um bloco novo!
EU: O_O
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Da série: "Minha Mãe é Uma Figura!" - Episódio de hoje: "Noveleira de Carteirinha"

Licença Creative Commons
O trabalho "Da série: Minha Mãe é Uma Figura! - Episódio de hoje: Noveleira de Carteirinha" de Gláucia Hamond Coutinho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.



Da série: "Minha Mãe é Uma Figura!"
Episódio de hoje: "Noveleira de Carteirinha"

Fui buscar minha filha que estava na casa da minha mãe. Como cheguei muito antes do combinado, resolvi ficar por lá fazendo uma horinha. 
Nisso, minha mãe diz que está de saída para fazer uns exames. 
E a conversa segue da seguinte forma:
EU: Mãe, pode deixar que eu te levo de carro para fazer os exames. Tenho que esperar a Tessa mesmo.
MINHA Mãe: ah, não precisa, não. Eu vou de ônibus mesmo!
EU: De ônibus, mãe? Eu te levo! Não me custa nada!
Minha mãe: Já disse! Não precisa! Eu vou de ônibus! Fica aqui em casa esperando, aí, vc aproveita e vê a novela pra mim e me conta o o que aconteceu no capítulo de hoje.
EU: O_O (pausa) O QUÊ? Vc prefere ir de ônibus, e não de carro, para que eu fique vendo a novela pra te contar depois? É isso mesmo que eu entendi?
Minha mãe: É! Prefiro! A novela tá tão boa! Não queria perder este capítulo!
Eu: O_O De jeito nenhum! Além do mais, esta novela é REPRISE! Vc já viu antes!
minha mãe: Ah, mas nem me lembro muito... Assiste pra mim, vai?
EU: NÃO! Vou te levar de carro para vc fazer seus exames com CONFORTO!
Minha mãe: Ah, não vai me fazer esse favor pra sua mãe, né?
EU: O_O
Vai entender...
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Da série "Minha Mãe é Uma Figura" Episódio de hoje: "A Culpa é da TIM!"

Licença Creative Commons
O trabalho "Da série: Minha Mãe é Uma Figura - Episódio de hoje: A Culpa é da TIM!" de Gláucia Hamond Coutinho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.



Da série "Minha Mãe é Uma Figura"
Episódio de hoje: "A Culpa é da TIM!"

Minha mãe nunca gostou de máquinas e eletrônicos. Muito menos esses aparelhos da modernidade como celulares e afins. Isso não é segredo para ninguém! Ela sempre fala: "Eu DETESTO máquinas! Meu negócio é com pessoas, não com máquinas!"
Aí, estava eu andando calmamente pelos corredores de um shopping, quando de repente, percebo o sinal sonoro de meu celular avisando a existência de uma mensagem de voz. Ligo para minha Caixa Postal e ouço a seguinte mensagem, de minha mãe (que falava muito alto e estava muito brava):
_ "Escuta aqui! Eu estou aqui na farmácia, te ligando para te fazer um favor, gastando meus créditos e este seu celular diz que está fora de área? Que estória é essa? Não gostei não, viu? Humpt!"
Minha expressão ao ouvir esta mensagem: O_O
Fiquei com esta expressão por mais algum tempo para poder entender o acontecido até que resolvi ligar de volta para esclarecer as coisas.
Eu, ao celular: "Ô, mãe! eu não estou fugindo de vc, não! Eu não tenho culpa do meu celular ficar fora de área! A culpa é da TIM, que não pega mais nos lugares..."
Minha mãe (um tanto o quanto sem graça): Nããããããooooo... (pausa enorme para arrumar uma boa explicação para a gafe) Eu... Eu... Eu... Eu não gritei com vc, não! Eu estava pensando alto na farmácia...
EU: O_O (pausa) Sei... Pensando alto? Tá bom... Da próxima vez, vou deixar a mensagem gravada pra te mostrar depois como foi o seu "pensando alto"...
Minha mãe: Imagina que eu ia deixar uma mensagem gritando com vc... Eu estava pensando alto!
EU: Ãham.. Sei...
hehehehehehehehehe
FIM

Da série: "Minha Tão Incompreendida Infância" - Episódio de hoje: "Não Foi Palhaçada..."

Licença Creative Commons
O trabalho "Da série: Minha Tão Incompreendida Infância - Episódio de hoje: "Não Foi Palhaçada..." de Gláucia Hamond Coutinho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.


Da série: "Minha Tão Incompreendida Infância" - Episódio de hoje: "Não Foi Palhaçada..."

Quando eu estava na quarta série primária, minha mãe me deu de presente um conjunto de bijuteria com colar, brincos e pulseira de plástico, daqueles para criança mesmo. Eu tinha adorado o conjuntinho e queria usá-lo logo! Porém, mesmo gostando muito dele, eu notava que era meio brega e estranho. rsrs A cor pred
ominante era um verde floresta, bem forte! E tinha umas carinhas de bonequinhas penduradas no colar, na pulseira e uma carinha em cada brinco. Resumindo: um EXAGERO SÓ! rsrs Mas eu gostava mesmo assim...

Devo lembrar que o tal conjuntinho era super infantil para a idade em que eu me encontrava na época. E os brincos eram de um estilo "a la Carmem Miranda", para vcs terem uma ideia... Na verdade, minha mãe havia comprado há alguns anos antes deste episódio, para ser presenteado para alguma amiga minha, caso eu viesse a ser convidada para alguma festa. Como eu tinha adorado o tal conjunto, minha mãe sempre ficava sem graça de doá-lo a alguém. Até que um dia, ela se rendeu e me deu o conjuntinho de bijuteria.
Teve um dia que tomei coragem e resolvi usar na escola! Coloquei os brincos na orelha e fui pra aula! Naquele dia, não me recordo bem qual foi o acontecido, mas de repente, a turma toda ficou na maior bagunça! Eram bolinhas de papel pra lá e pra cá, gente conversando alto, gritaria, a maior baderna! Aquela situação típica de sala de aula enquanto a professora espera os alunos terminarem algum dever e a medida em que vão terminando, a conversa vai aumentando. Aí, para conter a confusão, a professora gritou:
Professora: Parem com esta bagunça agora! Fulano, senta logo aí! Beltrano, cale a boca! Sicrano, pare de jogar bolinhas de papel no seu amigo! E Gláucia, tire logo ISSO das orelhas! rsrs
EU: O_O
Gente, ela pensou que eu tinha colocado os brincos de palhaçada, pra fazer graça para a turma!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
E eu, como era tímida, retirei rapidamente os brincos da orelha, e cobri meu rosto com os braços, em cima da mesa, de vergonha! KKKKKKKKKKKKKK
Depois dessa ,ela deve ter pensando que eu REALMENTE estava de palhaçada... rsrs
ai, ai... Ninguém me entendia...
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Manto da Guerra

Licença Creative Commons
O trabalho O Manto da Guerra de Gláucia Hamond Coutinho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.


Texto criado por mim para uma maravilhosa performance na Martins Penna, sob a orientação de Anselmo Vasconcellos. "Restaurante - mulheres das contas (contadoras de histórias"). Uma belíssima restauração com o público!

Aquele homem havia sido um caçador, um grande guerreiro! E estava pronto para ir à guerra. À sua mulher cabia a simples função de confeccionar seu manto de glória. Um manto protetor. Mas como a mulher detestava a guerra, tudo que ela havia costurado, amarrado, trançado e bordado durante o dia, ela desmanchava durante a noite. Assim, o manto nunca ficava pronto e seu marido nunca partia para a guerra. Cada dia ela dava uma desculpa. Um dia foi o gato que arrancou as penas do manto. Outro dia foi o vinho que derramou por cima da pele deixando-a manchada, e assim por diante... E nisso ela ia ganhando tempo... Mas tanto tempo se passou que o marido se aborreceu e resolveu partir mesmo sem seu manto! E assim ele foi! A mulher desesperou-se! Mas logo após aquela amarga partida, ela tomou conhecimento no vilarejo vizinho que a tal guerra já havia acabado há muito tempo! Pois muito tempo levou a enganar sobre o manto. Ao saber disso, tamanha era sua alegria, que não quis nem esperar pelo retorno de seu marido! Correu embriagada de felicidade para acalentar seu amado! Pegou um atalho pensando justamente em surpreendê-lo de frente. E com ela levou o manto, mesmo inacabado. Seu marido, ao vê-la de longe e sem saber do término da guerra, corre bravamente pensando marchar de encontro ao inimigo! Sedento de sangue! E pensava: “não é porque ele tem um manto que eu não posso derrotá-lo! Isso é pura superstição” E num ato de fúria, voa com sua espada para cima daquela figura, que parece ser seu oponente, e com um golpe certeiro e fatal arranca a vida daquele corpo! Mas o corpo era de sua mulher... Sua raiva foi mais rápida que sua visão. Pouco a pouco o manto vai tornando-se escarlate! Quando se dá conta da tragédia, cai de joelhos e entre lágrimas, implora aos deuses um castigo pesado para se penitenciar! Mas não há sinal algum de resposta... Apenas um súbito peso nos ombros. O enorme peso de um manto invisível de culpa... 

sábado, 5 de maio de 2012


Comercial que participei:
Filme Institucional da CVC
"Tudo Por Uma Boa Viagem"
2012





domingo, 18 de setembro de 2011

O Pai, o Filho e Elvis

Licença Creative Commons
A obra O Pai, O Filho e Elvis de Gláucia Hamond Coutinho foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.



Dedico este texto ao meu pai e a todos os pais e filhos que o lerem.

Por maior que seja o amor numa família, sempre acaba acontecendo um choque de gerações entre pais e filhos.
E com aquele pai e seu filho não era diferente.
O pai gostava de Elvis Presley e vivia escutando sua fita K-7 (isso mesmo que escutaram), enquanto seu filho era vidrado em Rock n’ Roll.
O sonho do pai era comprar um barco, batizá-lo de Elvis e velejar com o filho ouvindo, claro, Elvis. Mas este sonho era do pai. O filho queria curtir a vida, sair com os amigos pra balada, virar a noite, beijar todas as garotas da rua, enfim, tudo que um garoto normal de sua idade sempre acaba fazendo, ou pretendendo fazer.
Até que um dia, o pai comprou um veleiro. E o batizou de Elvis, como havia dito. Ele fez questão de reunir amigos e familiares no dia do “batismo”. E a cerimônia tinha como trilha, Elvis, claro. Tocado em fita K-7, para nostalgia da maioria dos presentes. O filho chegou atrasado, tinha uma prova de recuperação na faculdade. Mas quando visualizou aquele “sonzinho” empoeirado (como ele costumava chamar) tocando Elvis numa fita K-7, soltou uma gargalhada e disse: “Nossa, pai! Essa fita ainda existe? Se quiser eu gravo pra você um CD com tudo isso em mp3!” Mas o pai era fiel a tradições. Foi logo dizendo: “Elvis não seria o mesmo em mp3! Eu só não toco minha “eletrola” aqui no veleiro porque o balanço das ondas do mar iria arranhar meus discos!” Todos riram!
E o pai vivia convidando o filho para passearem juntos a bordo do Elvis, ouvindo Elvis. Mas o filho só queria saber de Rock n' Roll. Elvis, para ele, era coisa de velho. E ainda falava: "Pai, pro seu governo, Elvis já morreu, tá?" O pai esboçava um sorriso e respondia: "Meu filho, Elvis NÃO morreu!" Mas o pai nem ligava para o quê o filho pensava... Sorria, balançava a cabeça e ainda dizia: “Se não fosse o Elvis, você talvez nem conheceria esse tal Rock n' Roll que tanto gosta, mas, um dia você vai entender o que eu digo e vai acabar gostando do Elvis! O seu Rock n' Roll deve muito à ele!” E um dia, acabou gostando mesmo. Mas foi muito tempo depois...
O filho, vez ou outra, aceitava o convite do pai e saía para velejar com ele. Mas passava a maioria do tempo reclamando do Elvis. O da fita K-7, não o barco. O pai apenas esboçava um sorrisinho maroto e balançava a cabeça.
E assim, muitos anos se passaram, o pai vendeu o veleiro por já estar muito velho e não ter nenhum filho que se interessasse pelo barco. E o filho concluiu seus estudos, formou-se em Informática e não tinha mais tempo nem pro seu Rock n' Roll, nem para a família. O trabalho lhe consumia inteiramente. Mas o pai sabia que ele o amava. “Filho é assim mesmo”. Ele costumava dizer. E acrescentava: “Nós também já fomos jovens, não é verdade? No final das contas, a gente sempre descobre o amor que existe numa família. Cedo ou tarde ele acaba chegando!”
Até que num fatídico dia, o pai sofreu um ataque cardíaco fulminante e morreu. Ele já era bem velhinho. Morreu ouvindo Elvis. “Love Me Tender”, era o que tocava naquela fita K-7 daquele “sonzinho” empoeirado...
O filho foi o primeiro a chegar na casa dos pais. A mãe chorava sem parar. E ela falou, entre soluços, que ele escutava Elvis quando morreu. E estranhamente, a fita parou pouco tempo depois de sua partida. Parecia que ele tinha desligado o som após partir...
O mais estranho foi o que aconteceu quase que no mesmo momento do falecimento do pai. O veleiro Elvis naufragou... Nenhuma vítima. Mas junto com ele, foi-se o pai e toda memória daquelas tardes em alto mar, ouvindo Elvis...
Dias se passaram, meses e anos. Até que o filho se comprometeu com um trabalho, melhor dizendo, entrou num concurso, onde a proposta seria criar vídeo-clips de clássicos antigos, numa abordagem totalmente atualizada no que diz respeito a época, moda, tradições e costumes. Além disso, os novos clips deveriam ser criativos e sair da mesmice, do convencional e do óbvio.  Mostrando sobretudo, todas as formas de amor. E o filho ficou encarregado de criar clips com as músicas de Elvis... E qual música ele escolheu? “Love me Tender!”
E este trabalho de criar clips em cima de músicas antigas rendeu muita mídia, divulgação e uma premiação na noite da mostra.
Muita gente, imprensa, artistas e celebridades do mundo da música no Cine Odeon, na Cinelândia, para assistir aos clips e prestigiar os vencedores recebendo suas premiações naquela noite carioca.
A família do filho estava em peso presente no evento. Todos, menos o pai...
Muitos clips já tinham passado na telona quando anunciaram o vencedor da noite! E foi aí, quando o primeiro acorde de “Love me Tender” ecoou no Cine Odeon, já se visualizava um veleiro em alto mar... E o veleiro era o Elvis... Feito por computador, claro, mas era ele. Lindo e majestoso. Assim como a canção. E o finalzinho do clip mostrava uma cena belíssima e conhecida apenas pelo filho... E pelo pai... Era um menino pequeno, num píer, acenando para alguém. Logo, a câmera vira 180º, e só aí podemos ver um senhor de idade, num veleiro que se distanciava, acenando de volta, com um enorme sorriso nos lábios... O vento parecia soprar na vela ao ritmo da melodia. Enquanto a música ainda estava no final do penúltimo verso, o menino grita, em inglês (por causa da música) para o senhor: “Dad, do you love me?” (pai, você me ama?) E o senhor responde: "Yes!" (Sim!) E junto com Elvis, no último verso, complementa:  (...) "And I always will!" (E eu sempre amarei!)...
O menino sorri emocionado...
Close nas mãos do menino que segurava algo com força, contra o peito. Uma fita K-7... 

Palmas! Muitas palmas no Cine Odeon! E lágrimas nos olhos do filho...